Fieg visita planta piloto da Aclara em Aparecida de Goiânia

 A convite do Sindicato das Indústrias de Mineração de Goiás e do Distrito Federal (Minde), a Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg) realizou, nesta segunda-feira (26), visita técnica à planta piloto da Aclara Resources, instalada em Aparecida de Goiânia. A agenda foi intermediada pelo presidente do Minde, Luiz Vessani, parceiro institucional da empresa.

O objetivo foi conhecer de perto a estrutura tecnológica da Aclara e acompanhar os avanços do Projeto Carina, voltado à produção de terras raras pesadas no município de Nova Roma (GO). De origem chilena, a empresa, atua com tecnologia própria para extração e processamento sustentável de minerais considerados estratégicos para setores como energia, mobilidade elétrica, defesa e equipamentos médicos.

Mineração sustentável e verticalização da cadeia

Durante a visita, o diretor-geral da Aclara no Brasil, Murilo Nagato, apresentou os detalhes técnicos da planta piloto e explicou o método de “colheita mineral circular”, que dispensa o uso de explosivos e permite a recomposição do solo após a extração. A tecnologia, patenteada, foi desenvolvida em parceria com a Universidade de Toronto.

Segundo Murilo Nagato, o Projeto Carina concluiu em 2024 sua etapa de pré-viabilidade técnica e prevê início da operação industrial em 2028. O plano inclui a verticalização da cadeia produtiva, com etapas de separação e refino nos Estados Unidos, onde há maior oferta de incentivos federais e estrutura licenciada. A expectativa da empresa é atender até 75% da demanda norte-americana por terras raras pesadas, como disprósio e térbio. 
Em destaque, ele afirmou que o Projeto Carina é o principal do grupo hoje. "Estamos falando de um investimento total previsto de US$ 680 milhões e de um modelo que alia tecnologia, sustentabilidade e impacto regional. Nosso objetivo é iniciar a implantação o mais rápido possível”, explicou.

Impacto regional e apoio institucional

Para o presidente da Fieg, André Rocha, o projeto representa uma oportunidade estratégica para a indústria goiana. “O projeto insere Goiás em uma cadeia industrial global de alto valor, ligada à inovação e à transição energética”, afirmou.

Luiz Vessani, presidente do Minde, reforçou o papel do sindicato na articulação entre empresa, governo e setor industrial. “A Aclara combina tradição empresarial com inovação tecnológica. O projeto conta com controle majoritário do grupo Rothschild e participação da CAP, mineradora chilena com quase 80 anos de história. Isso dá credibilidade ao empreendimento e segurança para os investidores”, destacou.

Vessani também elogiou o ambiente institucional em Goiás. “Há diálogo técnico com o governo estadual e já iniciamos conversas com a prefeitura de Nova Roma. Estamos empenhados em acelerar a maturação do projeto e viabilizar sua operação o quanto antes.”

Investimento social e compromisso com o território

A Aclara anunciou que deverá investir R$ 48 milhões em ações sociais no município de Nova Roma, com foco em saúde, educação, infraestrutura e serviços públicos. As prioridades serão definidas em conjunto com o governo estadual e a prefeitura local.

Segundo a empresa, o modelo de mineração adotado não apenas reduz os impactos ambientais, como também permite devolver à comunidade áreas aptas à agricultura e ao uso produtivo. “Nosso modelo entrega um território recuperado, com capacidade produtiva ampliada”, afirmou Murilo Nagato.

A estimativa é de geração de até 3 mil empregos na fase de implantação do projeto e cerca de 600 empregos diretos durante a operação regular. 

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