Impulsionado por um ambiente institucional mais transparente, apontado entre os melhores do país em estudo recente sobre o Código Florestal -, o Estado de Goiás intensificou a articulação com investidores, empresas e entidades nacionais para avançar na estruturação do Plano Florestal.
A agenda foi realizada em São Paulo, entre os dias 9 e 12 de março, em missão coordenada pelo Governo de Goiás, com participação da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg), representada pelo presidente do Conselho Temático da Agroindústria (CTA), Marduk Duarte, em nome do presidente da entidade, André Rocha, além de representantes do setor produtivo.
De acordo com estudo divulgado em 20 de fevereiro pelo Observatório do Código Florestal e pelo Instituto Centro de Vida (ICV), Goiás se destaca como referência em transparência ambiental, fator considerado estratégico para atrair investimentos e reduzir riscos em projetos ligados à bioeconomia.
Missão reforça posicionamento estratégico de Goiás
A comitiva reuniu representantes do governo, indústria e entidades do setor produtivo em uma agenda voltada à aproximação com investidores, fundos e instituições ligadas à cadeia de base florestal. Além de Marduk Duarte, participaram da missão os secretários Joel Sant’Anna Braga Filho (SIC) e Pedro Leonardo Rezende (Seapa), o presidente da Codego, Francisco Júnior, além de representantes da Codego, Faeg, Sebrae Goiás, equipe técnica das secretarias e lideranças municipais, como o prefeito de Itajá, Lucas Machado.

Articulação com mercado e investidores
A agenda teve início, em São Paulo, com reuniões voltadas à estruturação financeira e à análise estratégica do setor florestal. No primeiro dia, a comitiva participou de encontro na FGV Agro, referência nacional em estudos do agronegócio, onde foram discutidas perspectivas para o desenvolvimento da cadeia em Goiás.
Também houve agendas com instituições financeiras, incluindo o BTG Pactual, com foco em alternativas de financiamento para projetos de bioenergia e florestas plantadas, sem detalhamento das tratativas.
Na sequência, a comitiva avançou no diálogo com fundos e agentes do setor. Um dos destaques foi a reunião com a Copa Investimentos, voltada à avaliação de oportunidades para viabilização de projetos no Estado.
Para Marduk Duarte, a missão fortaleceu o posicionamento de Goiás diante do mercado. “Apresentamos um estado com base produtiva, ambiente institucional organizado e potencial para receber projetos estruturantes.” Segundo ele, o principal avanço foi a aproximação com atores estratégicos. “Criamos uma ponte direta com investidores e instituições que influenciam decisões no setor, o que aumenta a competitividade de Goiás”, destacou. 
ABAG reforça agenda de bioeconomia
Outra reunião que merece destaque foi com a Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG) que marcou o encerramento da missão. O encontro reuniu autoridades e entidades do setor produtivo para discutir o fortalecimento da cadeia florestal, atração de investimentos e formação de polos industriais.
Em publicação oficial sobre a agenda, a entidade destacou o potencial da iniciativa para o desenvolvimento regional, ressaltando que o Brasil reúne condições para ampliar a produção florestal de forma sustentável -, um movimento considerado cada vez mais estratégico para a bioeconomia e a indústria. No contexto da missão, a avaliação reforça as oportunidades para Goiás avançar na estruturação de sua cadeia florestal e na atração de investimentos.
De acordo com Marduk, Goiás está alinhado a esse movimento. “Estamos inseridos em uma agenda que envolve bioeconomia, industrialização e desenvolvimento regional. Goiás tem condições concretas de avançar nesse cenário.”
Transparência ambiental como diferencial competitivo
O estudo do Observatório do Código Florestal e do Instituto Centro de Vida (ICV) avalia o nível de transparência dos estados na divulgação de informações relacionadas à aplicação do Código Florestal, conjunto de regras que orienta o uso da terra, o licenciamento ambiental e a regularização de imóveis rurais no país.
Nesse contexto, Goiás se destaca como líder nacional em transparência ativa, com dados estruturados e acessíveis sobre Cadastro Ambiental Rural (CAR), autorizações ambientais, monitoramento de desmatamento e recuperação de áreas degradadas.
Na prática, a organização e a disponibilidade dessas informações reduzem riscos, aumentam a segurança jurídica e tornam o Estado mais competitivo na atração de investimentos ligados à bioeconomia e à indústria florestal.
Articulação institucional e desenvolvimento econômico
A missão foi coordenada pela Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), em parceria com a Secretaria de Indústria, Comércio e Serviços (SIC), Codego, Sebrae Goiás, Faeg e Fieg, reunindo diferentes frentes do poder público e do setor produtivo.
Para o secretário de Indústria, Comércio e Serviços, Joel Sant’Anna Braga Filho, a agenda reforça a estratégia do Estado para viabilizar o projeto da cadeia de celulose em Goiás. “A participação no roadshow e nas agendas em São Paulo foi fundamental para avançarmos na estruturação do projeto florestal no Estado. Estamos trabalhando de forma integrada, com Seapa, Fieg, Faeg e Sebrae, para criar as condições necessárias à atração de investimentos e à implantação da indústria de base florestal em Goiás.”
Segundo ele, o Estado já apresenta condições favoráveis para o desenvolvimento do setor. “Goiás já possui base produtiva e experiência na área, especialmente em regiões com vocação para o cultivo florestal. O próximo passo é consolidar parcerias e viabilizar os projetos industriais, conectando produção, investimento e desenvolvimento regional.”
Já o presidente da Codego, Francisco Júnior, destacou o caráter estratégico da missão e o alinhamento entre os diferentes atores envolvidos. “A missão foi extremamente proveitosa, especialmente pela composição da comitiva, que reuniu governo, setor produtivo e apoio técnico. Isso demonstra a prioridade que o Estado está dando à cadeia florestal.”
Ele ressaltou ainda o impacto da articulação para o desenvolvimento econômico. “Estamos estruturando um ambiente favorável para atrair investimentos e viabilizar projetos industriais. A expectativa é que Goiás avance e se consolide como um dos principais polos da indústria de base florestal no país, com geração de empregos e fortalecimento da economia.”
Próximos passos
O balanço da missão aponta avanço na estruturação do Plano Florestal de Goiás, com integração entre governo, setor produtivo e mercado financeiro. Para Marduk, o próximo passo é transformar as articulações em resultados concretos. “Encerramos a missão com uma base muito bem estruturada, tanto do ponto de vista institucional quanto de mercado. Agora, o foco é avançar na consolidação dessas conexões para viabilizar projetos estruturantes, capazes de ampliar a presença industrial de Goiás, atrair investimentos e impulsionar o desenvolvimento regional.”

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