Termo vem do francês e significa ‘projeto acelerado’ em curto prazo. Evento aberto ao público contou com workshop do arquiteto curitibano Guilherme Takeda e foi realizado na Estação Ferroviária de Goiânia, na última segunda-feira, 27/04
A Associação das Empresas do Mercado Imobiliário de Goiás (Ademi-GO) realizou a charrete pública De Volta Para o Centro, para debater a retomada do Centro de Goiânia, na Estação Ferroviária, um dos principais cartões-postais da cidade, localizado no bairro, na última segunda-feira, 27/04. O termo, do francês charrette, diz respeito a um projeto coletivo, de planejamento colaborativo, realizado em curto prazo, como explicou o arquiteto curitibano Guilherme Takeda, convidado pela entidade para comandar o evento. Com a presença de público em geral, autoridades, representantes do mercado imobiliário e estudantes de Arquitetura e Urbanismo, Takeda organizou uma série de atividades e dinâmicas em grupo focadas na proposição de ideias, sugestões de mudanças e planos para melhoria do Centro da capital goiana.
Na arquitetura, uma charrete é uma espécie de maratona criativa, um workshop integrado para resolução de questões. O termo surgiu na Escola de Belas Artes, em Paris, quando os franceses faziam projetos em um período acelerado para discutir grandes problemas. “Eles finalizavam rapidamente e corriam para buscar uma charrete. É só por isso que tem esse nome. Depois, urbanistas americanos pegaram o conceito e colocaram esse nome. Hoje, tem cidades nos Estados Unidos que obrigam a comunidade a fazer uma charrete para que possam viabilizar obras públicas, por exemplo. Porque é uma forma de garantir que a população realmente tenha algum controle e possa tomar decisões sobre projetos públicos”, caracterizou o Takeda.
Nesse contexto, o arquiteto explicou que esse é um projeto fundamental para qualquer grande cidade que veja seu centro histórico ser abandonado. “Goiânia mesmo dispõe de toda uma infraestrutura de transportes, por exemplo, mas onde os terrenos não são valorizados e as pessoas estão deixando gradativamente de morar. É muito importante, e emblemático nesse momento de quase centenário da cidade, ter uma proposta de revitalização dessa área histórica da capital e que, infelizmente, está esquecida, mesmo dispondo de vários equipamentos importantes. A nossa intenção é reativar isso”, acrescentou o urbanista.
Durante a sua apresentação, o profissional enfatizou o quanto o assunto se tornou um problema internacional. “Cidades como Rio de Janeiro e São Paulo estão propondo ações governamentais de incentivo, com legislações próprias para a modernização de edifícios e de impostos para fazer com que a população volte ao centro, porque é importante conscientizar que o que traz segurança para um bairro é ter gente na rua. Ou seja, moradores ocupando, comércio ativo e pessoas consumindo, são os aspectos que fazem um local seguro. Onde só há serviços e moradores não, o que acontece? À noite vira um local de ninguém. É isso que está acontecendo em Goiânia e é isso que queremos reverter”, disse.
Para o presidente da Ademi-GO, Felipe Melazzo, o diferencial do evento está principalmente na sua proposta de aproximar as pessoas. “A iniciativa envolve a população que mora, trabalha e vive no Centro de Goiânia para poder discuti-lo. É uma forma de identificar o que precisa ser feito para que o bairro volte a ser pujante, com segurança e qualidade de vida. A nossa proposta seguirá com uma programação on-line também, com lives e atividades integrativas, para identificar aspectos e listar contribuições a serem apresentadas ao mercado e ao poder público da cidade. “A Ademi está comprometida com o resgate e a revitalização do Centro. Esse é apenas o começo de um grande plano de ação que visamos desenvolver e buscar meios de tornar efetivo para a recuperação do coração histórico da nossa capital”, concluiu Felipe.
Sobre a Ademi-GO:
A ADEMI-GO (Associação das Empresas do Mercado Imobiliário de Goiás) é uma sociedade civil de direito privado sem fins lucrativos, fundada em 28 de maio de 1986, quando aconteceu a publicação e registro do seu estatuto. A entidade congrega empresas do ramo de incorporação imobiliária e atua para garantir a sustentabilidade do mercado imobiliário no Estado de Goiás.

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