A educação aliada à tecnologia tem ampliado as possibilidades de desenvolvimento para estudantes das escolas Sesi em Goiás. Por meio da robótica, os alunos têm acesso a experiências que estimulam a pesquisa, a criatividade, o trabalho em equipe e a busca por soluções para desafios reais.
Esse foi o tema do episódio desta semana do podcast A Indústria Tá On!, exibido quinta-feira (20/8) no canal do Sistema Fieg no YouTube. Mediado pela gerente de Comunicação e Marketing do Sistema Fieg, Sandra Persijn, o programa contou com participação da diretora da Escola Sesi Canaã, Raqueline Mariano Siqueira, da professora de Ciências Biológicas e técnica da equipe Geek Canaã, Rafaella Batista Soares, e do estudante Davi Pessoa Gabriel, competidor da equipe e aluno do 9º ano.
A trajetória da Geek Canaã ganhou destaque pela participação em competições nacionais e internacionais de robótica. Após um processo de preparação e aprimoramento ao longo de quase um ano, a equipe conquistou resultados de destaque no Festival Sesi de Educação, em São Paulo, garantindo sua participação no Mundial de Robótica, realizado em Sydney, na Austrália.
Na bagagem de volta, o 1º lugar geral First Lego League (FLL), com a obtenção do Champion Award e do Robot Performance Award, reconhecimentos que destacaram seu desempenho entre os participantes da competição. Durante o torneio, os estudantes tiveram que desenvolver um robô autônomo, programar soluções, executar missões e apresentar um projeto de inovação relacionado ao tema da temporada.
Na temporada dedicada à arqueologia, eles identificaram desafios relacionados à conservação de artefatos históricos. A partir de pesquisas, contato com especialistas e atividades de desenvolvimento, a equipe chegou a uma proposta de um borrifador antifúngico, à base de cera de abelha, criado para ajudar na preservação de peças arqueológicas. O projeto foi submetido a testes em ambientes de pesquisa da Universidade Federal de Goiás (UFG) e do Senai Canaã e passou por aprimoramentos.
A professora e técnica da equipe, Rafaella Batista, comentou sobre a experiência de acompanhar o progresso dos estudantes durante a jornada: "É muito bonito ver como eles se desenvolvem, e chegam em um patamar de conseguir discutir com doutores da UFG e chegar a soluções".
Formação multidisciplinar
Além dos conhecimentos técnicos, a vivência na robótica contribuiu para a formação integral dos estudantes, fortalecendo aspectos como autonomia e trabalho em equipe. Para Davi, a experiência de ser aluno Sesi e participar da robótica contribuiu para o desenvolvimento de habilidades como comunicação e responsabilidades: "Eu era muito fechado quando entrei na robótica, mas realmente criei laços pessoais com a equipe, o que ajuda muito a trabalhar e compartilhar dificuldades com outros colegas".
A preparação para as competições inclui ainda atividades voltadas à oratória e à comunicação em outros idiomas, competências fundamentais para a participação em eventos internacionais. O processo é acompanhado por professores e técnicos, que orientam os estudantes no desenvolvimento dos projetos e na organização da rotina escolar. O desempenho acadêmico permanece entre as prioridades para a participação na equipe, com momentos destinados à realização de atividades e ao acompanhamento dos conteúdos curriculares.
Com o encerramento de mais uma temporada, os estudantes já iniciaram novos desafios relacionados à biodiversidade. “A continuidade do trabalho amplia as oportunidades de participação em projetos, competições e experiências internacionais, reforçando o compromisso do Sesi Goiás com uma educação voltada à inovação, à tecnologia e à formação de jovens preparados para transformar conhecimento em soluções”, complementou Raqueline.
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