Daniel Vilela lidera as pesquisas com folga, mas a possível ausência de Adriano Rocha Lima na chapa gera preocupação entre aliados

O governador de Goiás, Daniel Vilela (MDB), caminha como favorito na disputa pela reeleição. Segundo a pesquisa Quaest divulgada nesta quinta-feira, 30 de julho, ele alcança 64% de aprovação, ficando atrás apenas de Ratinho Junior (Paraná) e Raquel Lyra (Pernambuco) entre os governadores mais bem avaliados do país.
No cenário eleitoral estadual, Vilela aparece com 37% das intenções de voto no primeiro turno, superando com folga o ex-governador Marconi Perillo (PSDB), com 21%, e o senador Wilder Morais (PL), com 11%. Os candidatos de esquerda — Luis Cesar Bueno (PT), com 3%, e Cíntia Dias (PSOL), com 1% — não decolam, e Luciana Amorim (UP) não pontuou.
O trunfo da gestão Caiado
O favoritismo de Vilela está diretamente associado à herança da gestão de Ronaldo Caiado (PSD), que deixou o governo em 31 de março para disputar a Presidência da República. A administração ficou marcada por resultados expressivos na segurança pública, tema que se tornou o principal cartão de visitas da candidatura presidencial de Caiado e que agora serve de lastro à reeleição de seu sucessor.
A incerteza: Adriano Rocha Lima
Apesar do cenário favorável, uma preocupação circula nos bastidores da campanha. Aliados avaliam que a possível ausência de Adriano Rocha Lima, ex-secretário-geral de Governo, pode enfraquecer a chapa. Rocha Lima é cotado para ser o vice de Vilela e é visto nos corredores do Palácio das Esmeraldas como a peça-chave responsável por garantir a continuidade do projeto de Caiado.
A definição da vaga de vice deve ser anunciada na próxima semana. A expectativa dos apoiadores é que Vilela confirme Rocha Lima na chapa, sinalizando estabilidade administrativa e preservando a identidade do grupo político que governa Goiás desde 2019.
O que está em jogo
A campanha de Daniel Vilela aposta em três pilares:
- Aprovação popular elevada, com dois terços dos goianos considerando a gestão positiva
- Herança de resultados, especialmente na segurança pública e na gestão fiscal
- Continuidade administrativa, reforçada pela presença de nomes ligados ao núcleo duro da gestão Caiado
A ausência de Adriano Rocha Lima na chapa, porém, poderia abrir espaço para questionamentos sobre a capacidade de Vilela de manter o mesmo ritmo de execução e articulação política que caracterizou o governo anterior.
A corrida eleitoral em Goiás, portanto, segue com um favorito claro, mas com uma variável sensível ainda em aberto. A definição do vice será o primeiro grande teste de capacidade de união do grupo e pode determinar se o favoritismo se transformará em vitória consolidada no primeiro turno.

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