O candidato ao Senado por Goiás, Gustavo Mendanha (PRD), defendeu mudanças na disponibilidade de recursos através de emendas impositivas. As emendas representam uma parcela do orçamento da União, estados e municípios que tem o destino indicado pelo legislativo. No Senado, em relação às emendas individuais, cada parlamentar poderá indicar R$74 milhões em emendas em 2026. O principal questionamento, que já foi alvo de decisões do Supremo Tribunal Federal, é a garantia de transparência na execução dos valores. Em entrevista à CBN, Mendanha afirmou ser a favor de maior clareza no processo e que vai propor uma redistribuição dos valores atualmente reservados a emendas.
Questionado sobre o fato de ser o candidato da base governista com menor percentual de intenção de votos na última pesquisa Quaest/Tv Anhanguera, divulgada em 27 de agosto, Gustavo Mendanha justificou a posição por ter sido o último nome a oficializar a candidatura, e disse acreditar na possibilidade de um melhor resultado depois de ampliar o diálogo com eleitor.
O candidato voltou a negar qualquer envolvimento na divulgação de materiais que prejudicassem a candidatura de Gracinha Caiado (UB), principal nome ao Senado na chapa governista, e evitou falar em desgastes dentro do grupo. O assunto foi alvo de críticas por parte da ex-primeira-dama.
Como os demais candidatos posicionados mais ao campo da direita, Gustavo Mendanha apontou que vai defender pautas ligadas à segurança pública, partindo do fortalecimento das forças de segurança em cada estado e o combate ao crime organizado.
Sobre a recente crise no Supremo Tribunal Federal, no entorno do caso do Banco Master, argumentou que o Senado pode ter um papel importante na retomada do respeito e equilíbrio entre os poderes e do fim do que classificou como uma "justiça seletiva e com partido".
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